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Curtas que iluminam forças de mulheres

Curtas que iluminam forças de mulheres

A sessão fala de ancestralidade, pioneirismo e legado a partir da ação de várias mulheres em diferentes circunstâncias de vida. As mulheres aqui são tanto as retratadas quanto as cineastas Flávia Person, Tila Chitunda, Amandine Goisbault e Gabi Saegesser. Quatro diretoras que narram e/ou se conectam com sua própria ancestralidade e com a força da representatividade. O curta que abre a sessão é "Antonieta". Antonieta de Barros (1901-1952) foi a primeira mulher na Assembleia Legislativa de Santa Catarina e a primeira mulher negra em todo o Brasil a ocupar esse espaço. Educadora, feminista e cronista, Antonieta escreveu que "(...) O instrumento básico da vida é a instrução. Se educar é aprender a viver, é aprender a pensar. E nessa vida, não se enganem, só vive plenamente, o ser que pensa. Os outros se movem, tão somente." A narradora do filme complementa: "Antonieta vive e move". É a partir deste movimento vital, da ação e da valorização da transmissão de conhecimento, que assistimos ao curta "Fotográfica", dirigido por Tila Chitunda. Ao lado de sua mãe, Dona Amélia, refugiada da guerra civil na Angola que redesenhou sua vida em Olinda, Tila inicia uma caminhada de busca por sua ancestralidade. A diretora elabora que sem raízes fortes não pode se jogar no mundo. O curta é o primeiro de uma série de filmes da autora. Os documentários seguintes mergulham no tema da maternidade por diferentes perspectivas, da mãe narrando o parto à sabedoria das parteiras. Os filmes iluminam forças por meio da fotografia, da direção de arte, da performance e da observação atenta. Em "Uma força extraordinária", a personagem reflete sobre a gestação de seu bebê e sobre "dizer sim para a vida, deixando seu corpo transformar", nas palavras dela quando se refere à gratidão que sente por sua mãe. "Iluminadas" traz, com recortes corajosos, a força da rotina de parteiras pernambucanas. A sabedoria, o respeito e a naturalidade impressionante de quem acompanha o início da vida. "Mulher sabe parir e bebê sabe nascer, é uma força de encontrar o caminho", descreve uma delas.

Ananda Guimarães, curadora

ANTONIETA

Antonieta de Barros (1901-1952) foi professora, cronista e feminista. Em 1935, tornou-se a primeira mulher negra a assumir um mandato popular no país.

Classificação indicativa: Livre Duração: 14 minutos

FotogrÁfrica

Por meio de um mural de fotografias, Tila Chitunda recria a trajetória de sua família que precisa deixar Angola e se refugiar em Olinda no final da década de 1970 por causa de uma guerra civil. Dividida entre as memórias da família e as manifestações de origem africana que ela encontra em Pernambuco, sua terra natal, a diretora única filha brasileira desta família, vai em busca de suas raízes.

Classificação indicativa: Livre Duração: 2 minutos

UMA FORÇA EXTRAORDINÁRIA

Dois corações pulsando em um só corpo. Uma metamorfose acontecendo no escuro. Jéssica dança com a água, a terra, o fogo e o ar. De repente, uma força extraordinária abre passagem para a nova vida e o mundo torna a começar. Luz, sombra, fragilidade e força.

Classificação indicativa: 10 anos Duração: 24 minutos

ILUMINADAS

Luz, sombra, mistério.

Classificação indicativa: Livre Duração: 13 minutos

  • Atua em produção de festivais de cinema e gestão de projetos culturais, é fundadora e diretora da MOSCA - Mostra Audiovisual de Cambuquira, para a qual faz também produção e curadoria; integra a equipe do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários (SP/RJ). Foi Produtora Cultural da AIC (Academia Internacional de Cinema, em São Paulo); programadora do Benedita Cineclube (Cambuquira/MG); educadora de oficinas audiovisuais nos projetos CulturAção (Suzano e São Paulo/SP) e Super Curtas (Ferraz de Vasconcelos/SP). Já foi curadora do GSFF (Glasgow Short Film Festival, no Reino Unido) e da programação de cinema do espaço Centro da Terra (SP). Trabalhou em diversos festivais, como Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, Cultura Inglesa Festival e FIM (Festival Internacional de Mulheres no Cinema). Além disso, trabalhou com produção e assistência de direção em filmes de curtas longas-metragens. É graduada em Imagem e Som pela UFSCar (Universidade Federal de São Parlo) e Especialista em Mídia, Informação e Cultura pela CELACC/USP (Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação, Núcleo de Pesquisa da Universidade de São Paulo).

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